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19 de junho de 2011

Cada um tinha o seu planeta há milhas e milhas de distância. Planetas totalmente diferentes e independentes, cujos donos também eram tão diferentes quando os planetas que habitavam. Houve um dia que ambos os planetas se colidiram, e dessa colisão houve pequenos e quase imperceptíveis destroços, mas os donos não chegaram a perceber, e assim foram seguindo um ao lado do outro, tão próximos, quase de mãos dadas, apesar de não se encaixarem por completo. Com o passar do tempo, um foi dependendo cada dia mais do outro, mesmo com o fato de seus habitantes serem tão diferentes, como humanos e marcianos, como Terra e Saturno. Mas Saturno era perigoso, e apesar de sua aparência suave, trazia dentro de si absurdas tempestades, sendo inicialmente ignorada por conta da brilhante beleza de seus anéis. Quando a Terra olhava para Saturno, se encantava com tal brilho que tanto iluminava a galáxia, mas Saturno se escondia por trás de seus anéis.
Terra era importante, sendo o único que não era solitário, tendo milhões dentro daquele belo corpo celeste. A interação entre aqueles dois planetas foi ficando superficial após um tempo, e aos poucos foram voltando para suas distancias reais. Mas tanto Terra quanto Saturno, apesar de serem paradoxais, de alguma forma já tinham se acostumado um com o outro, se combinando de certa forma, e ocasionalmente crescendo juntos.
Saturno resolveu voltar para seu local de origem, há 1.300.000.000 km de distância da Terra, por saber que Terra conseguiria sobreviver sem Saturno por perto, assim como sempre foi.
Terra nunca mais viu ou teve noticias de Saturno, só vez em quando olhava para o céu noturno e de longe via o seu brilho que reluzia por todo o sistema solar. Nem seus planetas, nem seus donos se observavam mais, nem mesmo por telescópio. Terra sempre cercado por tantos, e Saturno sempre tão solitário. Assim foi sendo pelo resto da eternidade, mas ambos sabiam que sempre iriam sentir o outro, que apesar de tão diferentes e distantes, iriam sempre estar na realidade do outro, equilibrando-se por pensamento, mesmo após bilhões de anos, pois aquele era o sistema, e assim seria por toda a eternidade. Somente uma lembrança de quando terra colidiu em saturno.

13 de abril de 2011

Dia do Beijo, um delicioso dia pra vocês, aproveitem, ou não!

4 de abril de 2011

Ela andava tão longe do mundo real, que a cada segundo que vivia, parecia se desligar mais dele. Resolveu dedicar seu tempo e escrever um livro, um manual de sobrevivência em Saturno. Para o manual se tornar completo, ela começou a pagar leves bagatelas como prestação de uma futura viagem eterna pra Saturno. Depois de terminar seu manual, percebia que as prestações nunca chegavam ao fim, o que a levava a um enorme sofrimento interno, pois ela não aguentava mais esperar para realizar tal viagem. Certo dia, a garota acordou cedo, arrumou sua bagagem, pegou seu inseparável manual, e deixou uma carta que dizia ''Chegou a hora de colocar meu manual em prática, vou embora para Saturno, desculpe, mas lá sempre pareceu melhor que aqui!''

24 de março de 2011

Coitado desse meu imaginário, criou até um namorado.

14 de março de 2011

Falando nisso, às vezes eu fico tentando desenrolar um texto, fazendo parecer fácil  essa procura de frases no céu. Coloco tempero, açucar, todas as coisas mais belas e todo sentimento que existe dentro de mim. Jogo tudo no liquidificador, bato 3 vezes, coloco em uma forma de coração, levo ao forno por 40 minutos, as vezes um pouco mais, as vezes um pouco menos, e deixo esfriar. Não sigo receita, só sigo meu coração. As vezes fica gostoso, as vezes precisa de mais ingredientes. Não é uma tarefa fácil viu? Quem sabe um dia eu consiga fazer ficar perfeito. Enquanto isso, vou tentando e tentando.


Hoje é Dia da Poesia, então,
Feliz Dia pra todos vocês
 blogueiros, poetinhas, e leitores queridos.
Leiam muito hoje e sempre,
porque esse nosso Brasil
tem autores maravilhosos!

#FelizDiaDaPoesia

13 de março de 2011

Escolhas. Quando você começa a fazê-las? Quando você se dá conta de que a sua vida é cheia delas? Talvez a única coisa na vida que você não pode escolher é nascer e morrer, ou quem serão seus pais e sua família. O resto da sua vida sempre será implicado nas escolhas que você fez e virá a fazer. Algumas dessas escolhas mexem com a sua vida, e deixam seu pensamento de cabeça para baixo. Coisas que tinham tudo para serem simples, se tornam uma das tarefas mais dificeis. Uma escolha fácil pode arruinar a sua vida, assim como uma escolha absurdamente dificil pode lhe fazer a pessoa mais feliz do mundo. Quantas escolhas. Eu aposto que somente no dia de hoje você já deve ter feito pelo menos 2 escolhas, não é? Das escolhas mais simples como o que você gostaria de tomar no café da manhã, até um pouco mais dificil, como o que fazer com aquele relacionamento que foi para o esgoto. A cada segundo a vida precisamos nos dar conta de que essas escolhas nos representam, somos nós que decidimos o que queremos, nós que decidimos se queremos reclamar ou mudar aquela escolha. Passei a madrugada pensando nisso, escolhas e escolhas. Estou em uma fase que essas escolhas estão me fazendo surtar a casa palavra pensada. Palavras que podem fazer minha vida mudar quando colocadas em prática, ou serem somente palavras ao vento. Tudo é questão de escolha, não é? Seguir em frente e quem sabe ser um adulto frustrado, ou mudar radicalmente essa estrada e me arriscar a cada passo dado? Nossas escolhas realmente são nossas, mas existe um mundo ao nosso redor que na maioria das vezes depende dessas nossas decisões. Uma palavra pode machucar absurdamente, uma atitude também. Assim é a decisão tomada de forma errônea. Mas não temos como saber se será errado ou não. Erros nos fazem humanos por serem inevitáveis. Tenho dito isso diariamente para mim. Todos erram, eu posso errar também, afinal, essa é a vida. Por que essas escolhas são tão dificeis? Poderiam eternamente ficar no campo das escolhas bobas, mas não, quando nos tornamos adultos elas deixam de ser simplesmente 'Qual brinquedo será o de hoje?' ou 'Qual desenho irei assistir?', e se tornam 'Será que esse curso é o que realmente quero para o resto da minha vida?', 'Será que eu consigo fazer dois cursos ao mesmo tempo?' e 'Me formar e me arriscar em um estado no qual nunca morei, é algo a se fazer?'. Por mais indecisos que sejamos, precisamos decidir. A vida é feita de decisões, opções, escolhas. Mas penso que talvez seja melhor escolher e se arrepender, do que passar a vida pensando em como seria tal escolha. Ó vida cruel!

8 de março de 2011

A gente pode não estar junto agora. Podemos não ficar juntos no futuro. Talvez nossos mundos não se encaixem por terem 2.933 km nos separando. Mas uma coisa sempre será certa, esse amor que eu sinto por você. Porque isso eu não escondo de ninguém, grito aos quatro cantos. Não importa se mandam esquecer, que falem que isso é besteira, ou até que eu sofra por isso. É algo independente de tudo, será pra sempre. Esse amor estará guardado em uma caixinha perfeita, ocupando um grande espaço no meu peito. As vezes essa caixinha solta algumas borboletas que invadem meu estômago, e memórias que desaceleram minha mente. Isso me lembra que estarás do meu lado. No verão, no inverno. Daqui há 4 ou 40 anos. Não importa quanto vai durar, é infinito agora, já dizia Caio Fernando Abreu. Esse amor, é eterno. Porque contigo eu me sinto bem, porque nossas conversas sempre são boas. Porque até o teu 'oi' me conforta. Quando converso contigo esqueço do tempo-espaço. Acho que se não fosse pra ser, não teriamos nos encontrado nesse mundo gigante no qual vivemos. Se não fosse pra ser, não teriam tantas coincidencias nas nossas vidas. Porque eu creio naquilo que acredito. Se é amor ou não, não sei. Mas te amo mesmo assim. Porque eu sei que tudo conspira ao nosso favor. Acredito nisso. Porque eu sei que existe magia na gente, e podemos usá-la pra ficar juntos. Mesmo que agora não seja eu + você. Acredito nisso.

'E sabe que serão importantes
na história um do outro
 para sempre,
independentemente
de tudo que estiver
pra acontecer.'
Tati Bernardi

22 de fevereiro de 2011

Uma vez me disseram uma frase que me fez pensar 'toda poesia tem o seu nome, mesmo que esteja nas entrelinhas'. Isso é a pura verdade. Em todos os textos, mesmo que inconscientemente, tem o teu nome nas minhas entrelinhas. Tem teu nome entre as palavras, e entre todos os espaços. Cada texto berra teu nome de uma maneira anormal. Acho que tenho um grande problema em querer cuidar de ti, sempre e sempre. Talvez meu problema também seja querer sempre cuidar de alguém, você ou não você, e nunca deixar alguém cuidar de mim. Quem sabe isso seja assunto de terapia, não sei, procuro não falar de você na minha terapia, não insistir nessa tecla em cada segundo. Talvez eu possa enjoar algum dia, acho que disso eu não entendo, vai muito além da minha capacidade de entendimento. Já me disseram pra deixar passar, mas isso é dificil, e não quero admitir algum dia que deixei de te ter nas minhas entrelinhas.

13 de fevereiro de 2011

Ele: Beijão! (que vale por cinco)
Ela: Beijos, que valem por muitos e muitos.
Ele: Mas relaxa, minha meta de beijos é baixa, no minimo uns oito bilhões.
Ela: A minha é o infinito.
Ele: Pois é, ouvi dizer.

*Hoje é uma data especial, que só uma pessoa entenderá.

9 de fevereiro de 2011

Ah, se ele soubesse o que ele faz comigo!

20 de janeiro de 2011

.Aniversário.
.19 primaveras.
.Primaveras.
.19 flores.
.Flores.
.Gérberas.
.19 Gérberas.
.Meu dia.
.Parabéns pra mim.

11 de janeiro de 2011

Engraçado como existem pessoas que conseguem dizer que estão apaixonadas pelas outras sem nunca terem as visto. Sem nunca ter tocado, cheirado, beijado. Será que gostar pode ser assim? Dá pra perceber que isso pode sim ser amor, quando todo esse sentimento explode no momento em que essa distancia se torna inexistente. As palavras podem sim ser bonitas, e todos os sentimentos sinceros.

7 de janeiro de 2011

E eu espero que o tempo, tenha tempo, para todo esse tempo, que terá tempo, depois de tirar tempo, e no fim do tempo, consiga ter um tempo pra te trazer de volta pra mim. Tenha tempo, meu querido tempo.

2 de janeiro de 2011

''Eu faço tudo pelo nosso amor,
eu faço tudo pelo bem do nosso bem,
meu bem,
a saudade é minha dor
e anda arrasando com o meu coração.
Não duvide que um dia eu te darei o céu,
o meu amor junto com um anel,
pra gente se casar,
no cartorio ou na igreja,
se você quiser,
se não quiser tudo bem,
meu bem.''


Sentados no banco da praça, embaixo daquela linda lua, eles conversaram sobre o passado, sobre tudo que havia acontecido, o que estava acontecendo, e o que para a angústia dos dois não poderia acontecer. Os dois se amavam, se queriam em tempo integral, mas ambos sabiam que nem sempre poderiam ter todas as coisas que desejavam. Ele gosta dela, e ela gosta dele, e naquele momento os dois se olhavam e percebiam o quanto aquele momento se bastava, aquela pequena grande felicidade que ambos lembrariam sempre. Aqueles dois estavam bobos e apaixonados, loucos para aquela paixão, aquele amor, aquele sentimento todo, loucos para que aquele momento transbordasse e virasse um imenso beijo, mas muito impedia e aquilo dava uma dor onde costuma ficar o coração. Aquele momento bastava para que ela se apaixonasse mais por ele, e ele mesmo com aquele medo todo do amor, também se apaixonasse mais por ela. Ficavam sem ar só de olhar um para o outro, com aquele jeitinho envergonhado e encantador. Porque aquele momento era intenso, sincero, gostoso, e muitas outras milhões de coisas. Não conseguiam descrever um para o outro aquela imensidão que vinha de dentro, bem lá de dentro, e o silêncio se fez. Sim, eles ainda esperam que um dia possam ficar juntos e viver esse amor, mas enquanto isso, ele fica lá e ela aqui. Eles só não queriam deixar tudo pra lá. Porque aquele amor não poderia morrer. Distância não poderia envenenar o que estava fadado pra ser. Eles estavam fadados a serem, amores.


"Porque eu te quero
Porque eu te amo
Até quando?
Eu e você pudermos aguentar.''

1 de janeiro de 2011

Não importa o que você me diga, hoje começa um novo ano, e quero você comigo.

19 de dezembro de 2010

Ela lhe deu o coração e ele não soube o que fazer. Porque no fim ele disse talvez. E porque ele disse talvez, ela acreditou. Que pena que ela não sabia que talvez para ele, era sinônimo de nunca.

14 de dezembro de 2010

As vezes a vida até parece real, tão real que me apavora, e esse medo me consome de tal forma, que congelo por horas e horas. Tudo se despedaça e cai rapidamente, tão rápido que nem consigo segurar o que sobra com as mãos. Ajoelho e choro em cima dos pequenos fragmentos que foram quebrados ao cair naquele empoeirado chão. Mas dentro da minha bolha tento me controlar e pensar que posso lidar com essa vida real sem que ela me desfragmente, sem que eu me torne amassada e esquecida, porque acredito que as vezes a vida machuca e funde a cuca mas posso lidar com isso e principalmente, que um dia falarei do chute que eu dei nela quando ela quis me jogar no chão.


30 de novembro de 2010

Me considero fria, insensível e orgulhosa, sim, muitas vezes eu sou. As vezes me analisam pelo brilho que ilumina a noite através dos incansáveis sorrisos que dou. Uma outra coisa que posso sempre fazer é criticar casamentos e submissões. Berro silenciosamente por empregos maravilhosamente remunerados, apartamentos altamente decorados por mim, noites onde o sossego seja meu unico companheiro, camas box e muito espaço sobrando para não haver intrigas entre eu e eu mesma, e muita independência. É verdade que não aguento a palavra intimidade e tudo que vem ligado com ela. Juro que não é rotineiro o fato de eu pensar em construir algo com alguma pessoa no futuro. Acho lindo toda a festa, mas o depois não me encanta nada. Sim, as vezes eu me pego pensando em ter um apartamento vazio repleto de objetos do meu interesse, coisas que me entretenham, e muitos muitos muitos livros. Claro que eu faço planos. Mas acho que somente do meu modo egoísta de ser. Não costumo pensar nos outros. Mas não sei se é bom saber que ninguém depende exclusivamente de mim. E que todos os meus atos e escolhas, pareçam afetar somente a minha pessoa. Mesmo assim tento sempre pensar no quão livre eu sou, e no que a minha esperada liberdade representa. Mas bem no meio da noite, no melhor do meu sono eu acordo chorando assustada, e inconscientemente penso no quanto é perfeito te ter dormindo somente ao meu lado todos os dias, mãos dadas comigo, eu com a cabeça no seu ombro, e você esquentando meus pés. Só que calma, não se esqueça, isso é inconsciente. Sempre será inconsciente, porque na verdade, conscientemente eu não ligo a minima para tudo isso, continuo aqui, jurando diariamente para mim que ter liberdade é o melhor pra minha vida. Pra toda a vida. Pra você.

9 de novembro de 2010

Naquele dia as borboletas do meu estomago voaram e me senti balançada por uma fração de segundo. Percebi que havia um brilho diferente no teu olhar ao me olhar. Parecia que todo o mundo ao nosso redor tinha congelado, e a batida da musica estava lenta, e só havia o nosso olhar iluminando a festa. Mas tudo isso foi em uma fração de segundo, e na fração seguinte a batida voltou a agitar a festa e todos a dançarem, inclusive nós dois. Com isso, voltou a ser dois amigos dançando juntos. Mas aqui, de amigo pra amigo, me diz o que se passou em sua mente naquela fração de segundo para que despertasse aquele lindo brilho nos seus olhos ao se fixarem aos meus?

1 de novembro de 2010

Quero te gostar alienígena, talvez te amar assim mesmo. Respirar diariamente o ar que está a sua volta e quem sabe descobrir coisas que nem mesmo sabia que existiam. Talvez me perder pra logo me encontrar ao teu lado. Como em um susto. Do jeito de quem acorda em outro quarto, mas não sabe onde está somente por 5 segundos. Desejo preencher esse vazio do teu sorriso, mesmo já sabendo que não vai ser o bastante, afinal nunca é o bastante. Vou te chamar pra dançar comigo aquela velha música. Mas o difícil é atravessar todo esse imenso salão e ir lá te alcançar.